Um ataque de pânico é uma onda abrupta de medo intenso acompanhada por sintomas como palpitação, falta de ar, tremor, tontura, dor no peito ou sensação de perda de controle. Transtorno do pânico exige ataques recorrentes e preocupação persistente, mudança de comportamento ou evitação depois deles. O diagnóstico também precisa separar causas cardíacas, respiratórias, neurológicas, endócrinas e efeitos de substâncias.
Terapia cognitivo-comportamental e medicamentos antidepressivos têm evidência direta para transtorno do pânico. Não há ensaios clínicos suficientes específicos para transtorno do pânico que permitam apresentar acupuntura como tratamento equivalente. Seu lugar, quando discutido, é complementar e mensurado.
Ataque de pânico e transtorno do pânico
Um ataque isolado pode ocorrer em diferentes transtornos, com cafeína ou estimulantes, durante abstinência, em hipertireoidismo, arritmias, asma, hipoglicemia e outras condições. No transtorno do pânico, o medo de uma nova crise passa a organizar a vida: a pessoa evita transporte, exercício, filas, lugares fechados ou ficar sozinha.
A avaliação registra início, duração, sintomas, gatilhos, uso de álcool, cannabis, cafeína e medicamentos, histórico familiar, depressão, risco de suicídio e presença de agorafobia. Exame físico, eletrocardiograma ou exames laboratoriais dependem da apresentação, não de um formulário automático.
Situações que exigem outra prioridade
| Apresentação | O que precisa ser excluído | Próximo passo |
|---|---|---|
| Primeira crise com dor no peito ou desmaio | Evento cardíaco, arritmia e outras causas agudas | Avaliação imediata |
| Falta de ar com queda de saturação, chiado ou cianose | Doença respiratória e tromboembolismo conforme o contexto | Atendimento de urgência |
| Ataques recorrentes com exames prévios normais | Transtorno do pânico e diagnósticos psiquiátricos associados | Tratamento estruturado |
| Ideação suicida, psicose ou incapacidade de autocuidado | Crise psiquiátrica | Avaliação imediata e plano de segurança |
Tratamentos de primeira linha
A terapia cognitivo-comportamental trabalha interpretação catastrófica das sensações corporais, evitação e exposição interoceptiva. No tratamento medicamentoso, um inibidor seletivo da recaptação de serotonina costuma ser a primeira opção. A escolha considera tratamentos prévios, efeitos adversos, interações, gestação, risco de bipolaridade e preferência do paciente.
Antidepressivos podem aumentar ansiedade no início e exigem orientação e acompanhamento. Redução ou suspensão abrupta pode causar sintomas de descontinuação. Benzodiazepínicos não são tratamento de longo prazo recomendado pelo NICE para transtorno do pânico.
Evidência da acupuntura
Revisões sobre ansiedade reúnem principalmente estudos de transtorno de ansiedade generalizada, com diferenças de diagnóstico, comparadores e qualidade metodológica. Os próprios autores alertam que os resultados não podem ser extrapolados para todos os transtornos de ansiedade. Para transtorno do pânico, a literatura inclui relatos de caso e poucos dados específicos.
No transtorno do pânico, a acupuntura ocupa papel adjuvante para alvos associados, como tensão corporal ou sono, depois de o diagnóstico estar definido. TCC e antidepressivo seguem como tratamentos principais quando indicados. Dor no peito nova ou sintomas de crise médica exigem avaliação diagnóstica própria.
Como medir resposta
- Número de ataques inesperados por semana ou mês.
- Intensidade e duração das crises.
- Lugares, transportes e atividades evitados.
- Idas a pronto atendimento e uso de medicação de resgate.
- Retorno ao trabalho, exercício, direção e vida social.
Uma escala validada, como a Panic Disorder Severity Scale, organiza a frequência e o impacto das crises. A entrevista clínica interpreta contexto, gatilhos, esquiva e resposta ao tratamento. A data de reavaliação deve ser definida no início. Se o alvo não melhora, o plano é revisto em vez de acrescentar sessões indefinidamente.
Segurança durante a sessão
Medo de agulhas, história de síncope vasovagal e sensibilidade a sensações corporais precisam ser discutidos. A sessão deve permitir posição segura e interrupção imediata se surgir mal-estar. Palpitação persistente, dor torácica, déficit neurológico, desmaio ou falta de ar fora do padrão exigem avaliação médica, mesmo em quem já recebeu diagnóstico de transtorno do pânico.
Pontos objetivos
Crise durante a sessão
O médico interrompe o procedimento, verifica sinais vitais e compara o episódio com o padrão conhecido. Sintomas atípicos seguem investigação própria.
Uso junto com antidepressivo
A associação é possível. Dose e duração do antidepressivo seguem resposta, efeitos adversos e acompanhamento; não mudam por causa de uma sessão isolada.
Frequência
Não existe protocolo validado específico para transtorno do pânico. Um teste complementar precisa de objetivo, prazo e critério de encerramento.

